“Café Bonheur” reune uma dezena de peças curtas do dramaturgo franco-romeno Matéi Visniec, originalmente publicadas, em 1996, no livro “Teatro decomposto ou O homem-lixo”. Com encenação do próprio autor, o espectáculo propôs-nos uma visão poética do mundo em que vivemos e das múltiplas formas de manipulação da consciência individual exercidas por diferentes formas de poder. O título relembra a tradição parisiense dos cafés como espaço de encontro e de socialização, de debate e de reflexão, e alerta para a “obsessão” em que se tornou, nas sociedades ocidentais, a busca individual da felicidade (“bonheur”) – um reflexo do individualismo e uma forma de cegueira e toxicidade.
Este livro reune ainda outros textos do autor não utilizados no espectáculo.
Matéi Visniec é autor de cerca de quarenta peças de teatro representadas em toda a Europa e também no Brasil, nos Estados Unidos, no Japão e na Turquia. Nascido na Roménia em 1956, Matéi Visniec descobriu muito cedo na literatura um espaço de liberdade. Na sua juventude, inspirou-se em Kafka, Dostoievski, Camus, Beckett, Ionesco, Lautréamont. Naquela época, na Roménia de Ceausescu, apreciava sobretudo os surrealistas, os dadaístas, as narrativas fantásticas, o teatro do absurdo e do grotesco, a poesia...Matéi Visniec é autor de cerca de quarenta peças de teatro representadas em toda a Europa e também no Brasil, nos Estados Unidos, no Japão e na Turquia. Nascido na Roménia em 1956, Matéi Visniec descobriu muito cedo na literatura um espaço de liberdade. Na sua juventude, inspirou-se em Kafka, Dostoievski, Camus, Beckett, Ionesco, Lautréamont. Naquela época, na Roménia de Ceausescu, apreciava sobretudo os surrealistas, os dadaístas, as narrativas fantásticas, o teatro do absurdo e do grotesco, a poesia onírica e até o teatro realista anglo-saxónico.“Em suma – afirma – quase toda a experiência literária, excepto o realismo socialista imposto pelo poder”. Mais tarde, tendo partido para Bucareste para estudar Filosofia, tornou-se muito activo no seio da geração de 1980 que alterou a paisagem poética e literária da Roménia. Tendo-se tornado autor proibido no seu país natal, Matéi Visniec escolheu o exílio em 1987. Conseguiu partir para França, onde obteve o estatuto de refugiado político e, mais tarde, a nacionalidade francesa.
Começou a escrever directamente em Francês a partir de 1990 e trabalhou como jornalista em Paris, na Rádio France Internationale, entre 1990 e 2022. Após a queda de Nicolae Ceausescu, Matéi Visniec tornou-se o autor mais frequentemente encenado na Roménia. Viveu sempre entre a França e a Roménia, entre o Este e o Oeste, entre duas culturas, duas línguas e duas sensibilidades. “Profundamente ligado aos valores da União Europeia”, Matéi Visniec considera-se “um autor engajado, humanista, de cultura universalista”.
"Teatro Decomposto & Café Bonheur", de Matéi Visniec
Colecção Os Nossos Autores nº2 / A Escola da Noite 2024
dimensões: 120 x 205 x 10 mm
capa mole, 128 páginas